O grande engano sobre meditação

Fonte: Revista Yoga Chicago

            Onde quer que eu vá e nas muitas cartas que recebo , as pessoas fazem o mesmo comentário sobre sua prática de meditação: “Eu tenho tentado meditar, mas minha mente nunca fica vazia. Eu não consigo fazer isto, por isto desisto”.

——————-A prática da meditação não é para deixar a mente vazia. Tentar parar de pensar é a mesma coisa que tentar parar a digestão ou parar a circulação de sangue. O estômago é feito para digerir a comida, o coração, para impulsionar o sangue e a mente é feita para pensar. Isto é o que a mente faz. Ela gera muitos pensamentos e nunca pára. Neste instante , quando está lendo este artigo, você está ocupado com o estômago digerindo a comida, ou com seu coração, impulsionando o sangue? Você está identificado com a digestão ou com a circulação? Está prestando atenção a estes processos? Claro que não. Eles seguem automaticamente, em segundo plano, enquanto nossa atenção se dirige à leitura.

            Durante a prática da meditação, a idéia é dirigir a atenção para a respiração ou o mantra ou qualquer outro foco de concentração e permitir que a mente faça as suas coisas automaticamente, em segundo plano, da mesma forma como os outros órgãos estão sempre fazendo.Não é uma batalha, a menos que você assim a faça. É simplesmente um hábito que você está tentando formar, o hábito de desidentificar a mente como “eu”. A mente não é “você” da mesma forma que o estômago, o coração e os ouvidos não são. Eles são parte de você. Eles são parte de como você segue no mundo. Eles são ferramentas importantes, mas não são você. Você é algo mais profundo e mais misterioso do que qualquer parte sua – incluindo a mente.

            Então, a prática da meditação é nossa oportunidade diária para fortalecer  nosso sentido de ser além de uma mente pensante. Sentamos para meditar, a mente começa a tentar agarrar toda a nossa atenção com seus pensamentos e  nos mantemos redirigindo a atenção para a respiração ou o mantra. A mente usa todas as espécies de truques, e caímos em muitos deles, mas nos lembramos e voltamos ao nosso ponto focal. Gradualmente, se perseverarmos dia após dia, tornar-nos-emos capazes de sentar quietamente concentrados em nossa respiração, enquanto a mente continua a gerar pensamentos em segundo plano. Nós percebemos mais pensamentos mas não nos envolvemos com eles, até que a prática da meditação tenha terminado. A mente faz suas coisas e nós, as nossas e ambas coexistem.

            E, então, algumas vezes, a grande mágica espiritual acontece e nossas mentes fazem realmente uma parada por um pequeno tempo. É uma grande experiência quando a mente pára. Mas não podemos fazer isto acontecer, não perca sua energia tentando. Quando a mente pára nos colocamos no verdadeiro silêncio espiritual. Algumas vezes a respiração chega a parar com a mente. É surpreendente como podemos estar sentados, por vários minutos, sem respirar ou estando fora da respiração. Estas são experiências agradáveis para olharmos à frente depois de um tempo de prática de meditação, mas elas não funcionam como objetivos. Os objetivos vêm da mente, não do espírito. Os objetivos produzem agitação e frustração e, então, vamos sendo levados para o lado oposto da meditação. Abandone os objetivos e simplesmente faça a prática com paciência e um pouco de disciplina. A mente pensa; você gentilmente redireciona sua atenção. Sua atenção é puxada pela mente, você a redireciona novamente. E novamente. E novamente. Bilhões de vezes. Isto é o que você precisa fazer. Os “resultados” virão por si mesmos.

            Eu espero que este pequeno esclarecimento o ajude a revitalizar sua prática de meditação e lhe dê um novo sentido de paz enquanto faz a sua prática. A mente de todo mundo é barulhenta; você não está sozinho. O objetivo não é silenciá-la, apenas direcione a sua atenção, isto é tudo.

(Human Kindness Fundation – www.humankindness.org)

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Copyright [AKYM BR] – Associação Nacional de Professores de Kundalini Yoga.

Mensagem para a Sangat Nacional de Professores

Sat Nam,

     Após a publicação do relatório da An Olive Branch a AKYM chamou a reunião do 21/08 com o intuito de ouvir a comunidade de professores de Kundalini Yoga em relação as impressões e sentimentos sobre o assunto.

     Esse exercício de escuta tem sido realizado em diversos locais do mundo pelas Associações de Professores com o objetivo de acolher as diversas manifestações e pautar a tomada de decisão pelas Instituições responsáveis por guardar o legado do Kundalini Yoga. Agradecemos a presença de todos que participaram da reunião e que tiveram a oportunidade de colocar a sua voz.

    Dito isso, reiteramos alguns pontos como posição preliminar da AKYM:

    1) Repudiamos qualquer tipo de abuso de poder ou sexual;

   2) Não desacreditamos da voz das mulheres que prestaram seus depoimentos para o relatório;

   3) Entendemos a importância do legado de Kundalini Yoga como um instrumento de transformação individual e coletiva, comprovada através da experiência ao longo dos anos.

    Ouvindo os professores que participaram da reunião, entendemos também que as decisões que possam a vir ser tomadas com relação ao futuro do Kundalini Yoga não devem ser unilaterais ou verticalizadas.

    Em breve A AKYM irá disponibilizar um formulário para que os professores possam manifestar suas opiniões e sentimentos com o futuro do legado e como gostariam de ser representados por essas Instituições a partir de agora. A compilação dos resultados será remetida ao Kundalini Research Institute (KRI) pela AKYM.

Em serviço e consideração,

Diretoria da AKYM

A AKYM está com você, a AKYM pensa em você, a AKYM é para você.
Aguardamos sua adesão e seu entusiasmo.